Momento econômico favorece a compra de empresas

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Mercado em baixa e economia em retração, via de regra, fazem os empresários puxarem o freio de mão dos investimentos. Mas o que poucos se dão conta é de que este é o momento ideal para aproveitar as oportunidades que surgem com a crise e dar um passo além do que prega o senso comum.

Estamos no momento ideal para a compra de empresas. O mercado coloca à disposição boas oportunidades de aquisição de companhias sadias e lucrativas que, por diversos motivos, estão à venda. A economia em retração provoca uma queda geral nos preços dos ativos e também das empresas que estão à venda. Em resumo, o cenário revela ótimas oportunidades de investimento, tanto pela redução de preços quanto pela flexibilidade nas formas de pagamento.

Se o momento é de cautela para iniciar um negócio, a compra de uma empresa em atividade é uma operação muito mais confiável. A lógica é simples: assumir a operação de uma máquina que já funciona bem é mais fácil e seguro do que começar a montar uma máquina do zero. Isso significa que o empreendedor pode dispensar muitas atividades que demandam tempo e dinheiro em excesso, minimizando os riscos do negócio e aumentando as chances de sucesso.

Quando compra uma empresa, o investidor também tem acesso aos históricos de desempenho da companhia. Ou seja, tem a chance de conhecer como a máquina que ele comprou se comporta e por quais situações ela já passou. Isso permite ao gestor se antecipar a acontecimentos que fujam da normalidade, analisar os períodos de crise e, conhecendo o cenário que enfrentará, tomar as medidas necessárias para minimizar os riscos, facilitando a gestão do caixa da empresa.

 

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Escrito por Felipe Monteiro de Siqueira, administrador de empresas e diretor da Monteiro de Siqueira Business Brokers, de Florianópolis.

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Como é possível aumentar o valor de uma empresa?

Para quem tem planos de vender a empresa, trabalhar previamente com o objetivo de valorizar o negócio é uma boa estratégia. Mas para maximizar o valor de mercado da companhia é preciso, inicialmente, entender o que compõe esse cálculo.

O valor de uma empresa é composto por seu patrimônio, sua marca e, fundamentalmente, sua capacidade de gerar caixa hoje e no longo prazo. Certamente todo o conjunto é importante, mas os fatores que mais pesam, nesse caso, são os que compõem a geração de caixa. Nessa lista estão, por exemplo, bons produtos, preço justo, bom atendimento, mercado em expansão, patrimônio em bom estado, clientela fidelizada, entre outros fatores.

Isso significa que, para elevar o valor da empresa, é preciso direcionar a energia para fazer a geração de caixa crescer. Uma pergunta que o empresário deve se fazer é: “Qual é o principal fator de geração de caixa na minha empresa?”. É nisso que ele deve focar e investir – na ampliação desse fator e na redução dos riscos que possam atrapalhar a geração de caixa. Uma forma de diminuir o risco do negócio é criar barreiras para a entrada de novos concorrentes ou produtos em um determinado mercado.

Outras estratégias também podem ser adotadas. Oferecer ao cliente um mix de produtos variado e atual e focar nas vendas dos produtos mais lucrativos é uma excelente maneira de oxigenar o caixa do negócio, aumentando a lucratividade da empresa. Outra tática é se diferenciar da concorrência, investindo em atrativos únicos no setor, como entrega mais rápida, assistência técnica diferenciada, produtos inovadores ou serviços únicos.

Manter a equipe treinada e motivada também é fundamental para o sucesso do negócio. Funcionários engajados e em sintonia com os objetivos da empresa levam a melhorias no resultado operacional. Metas de desempenho para aumento de vendas e redução de custos, por exemplo, colaboram para estimular a equipe a buscar premiações – o que, sem dúvidas, se reflete no caixa.

Por último, é importante manter o controle financeiro da empresa bem documentado e organizado. Produzir relatório de desempenho é uma importante ferramenta de gestão a partir do momento em que esses registros históricos podem ser comparados e analisados. Em uma eventual negociação ou mesmo para organização interna, a ausência de registros pode atrapalhar os planos do empreendedor e prejudicar o valor de mercado da companhia.

 

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Escrito por Felipe Monteiro de Siqueira, administrador de empresas e diretor da Monteiro de Siqueira Business Brokers, de Florianópolis.

Como preparar sua empresa para a venda – Parte IV: Prospecção

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Depois que todas as informações sobre a empresa à venda foram levantadas, o consultor tem nas mãos as ferramentas de que precisa para ir ao mercado. É hora de partir para a prospecção e o estudo de potenciais compradores.

A lista de possíveis interessados na aquisição é ampla e vai desde empresas que atuam no mesmo mercado até investidores capitalistas, como bancos ou fundos de investimento.

O estudo de potenciais compradores é elaborado com a autorização do proprietário da empresa à venda. Às companhias apontadas nesse estudo podem ser oferecidos inicialmente o Teaser e, posteriormente, o Business Book, além de uma apresentação virtual do negócio. A entrega do Business Book sempre é feita mediante a assinatura de um acordo de confidencialidade.

Durante a prospecção, o consultor de vendas busca esclarecer dúvidas do potencial comprador e obter junto à empresa informações adicionais que sejam necessárias à análise do negócio. A preocupação em preservar as informações comerciais e estratégicas sensíveis da empresa é constante nessa fase, mas sem deixar de fornecer os dados necessários para a tomada de decisão do comprador.

Para manter o processo ativo e competitivo, define-se uma data limite para cada potencial comprador abordado apresentar sua proposta de aquisição. Com as propostas em mãos, o consultor de vendas assessora o proprietário na análise delas, buscando selecionar os melhores proponentes com relação a aspectos estratégicos, financeiros e outras condições. O objetivo é criar um processo competitivo para que o proprietário possa optar pela proposta que mais lhe crie valor.

A negociação, quinto e último tópico sobre a preparação de uma empresa para a venda, será tema do post da semana que vem. Acompanhe!

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Escrito por Felipe Monteiro de Siqueira, administrador de empresas e diretor da Monteiro de Siqueira Business Brokers, de Florianópolis.

Como preparar sua empresa para a venda – Parte I: Diagnóstico administrativo e comercial

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A preparação de uma empresa para a venda envolve uma série de etapas e, para que seja feita de forma transparente e vantajosa para todas as partes, deve ser executada por profissionais especializados e com experiência na área. Os métodos envolvidos nesse processo devem resultar em negócios seguros e lucrativos para quem compra e para quem vende, mantendo o sigilo e protegendo o nome da empresa cuja oferta de venda é lançada no mercado.

Nessa etapa inicial, as palavras-chave são planejamento e estudo. É necessário que o empresário se cerque de profissionais capazes de fazer um levantamento completo e um diagnóstico situacional da empresa nas áreas jurídica, contábil, fiscal, financeira, administrativa e comercial. Neste primeiro post vamos abordar o diagnóstico da parte administrativa e comercial da empresa.

O trabalho inicia com um levantamento completo de dados a respeito de estrutura, organograma, funcionamento, processos gerenciais e de outras informações importantes para a confecção do diagnóstico. Após esse levantamento, as informações são consolidadas, analisadas e passam a compor o Teaser, que é o documento que serve para divulgar a venda da empresa ao mercado, mas sem a informar o nome da companhia.

Depois que os potenciais compradores são selecionados por meio de um estudo preliminar, inicia-se a etapa de prospecção e apresentação do negócio para os interessados que estiverem qualificados para adquirir a empresa. Nessa etapa, o Business Book é apresentado aos potenciais compradores mediante a assinatura de um acordo de confidencialidade que prevê sanções e protege a empresa que está à venda. Esse documento é mais completo que o Teaser e fornece as informações necessárias para que o candidato à compra possa compreender todos os aspectos relativos ao negócio e que facilitem a tomada de decisão.

Na próxima semana, falaremos sobre outra etapa importante na preparação de uma empresa para a venda: a auditoria contábil.

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Escrito por Felipe Monteiro de Siqueira, administrador de empresas e diretor da Monteiro de Siqueira Business Brokers, de Florianópolis.

Qual patrimônio da empresa é mais rentável na hora da venda?

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O capital de uma empresa não são apenas as posses, tais como espaço físico, equipamentos, estoques e máquinas, que são os bens tangíveis. Funcionários bem treinados, comprometidos com o resultado financeiro da empresa e a reputação da marca perante os clientes, são bens intangíveis, ou seja, os não materiais. Tanto os bens tangíveis quanto intangíveis são importantes para a construção e manutenção de um negócio de sucesso.

Atualmente, as pequenas e médias empresas de sucesso e que são líderes no mercado, investem em qualificação e treinamento para ter equipes de alto rendimento. O capital intelectual, os conhecimentos e competências dos funcionários, podem ser um grande diferencial e ponto chave para o crescimento da empresa. Os valores tangíveis são mais fáceis de avaliar e gerenciar. Os bens materiais (imóveis, equipamentos, máquinas e estoque) mostram que a empresa tem, ou teve, lucros e que investiu em algum momento para crescer e se estruturar.

E, na hora da venda, qual patrimônio é mais rentável? Essa é uma pergunta complexa e que demanda atenção. Quando faço a avaliação de uma empresa todos os ativos são estudados. Eu, como consultor e administrador de empresas, ao precificar o valor de uma empresa levo em consideração alguns aspectos: as estimativas de mercado para aquele tipo de empresa, o valor de seus bens (tangíveis e intangíveis) e o fluxo de caixa descontado que é a principal ferramenta de avaliação de empresas. Após observadas todas essas variáveis, juntamente com o empresário, definimos o valor de mercado para a empresa.

Embora os bens materiais sejam de grande valor dentro de um negócio, o que se vê, entretanto, é que os bens intangíveis têm sido cada vez mais valorizados pelo mercado e pelos empreendedores. E a concorrência está atenta a este movimento, aprimorando suas práticas de gestão e sistematizando o processo de treinamento e qualificação das equipes de trabalho. Recomendo a todos os empresários, que façam de suas empresas um case de sucesso em treinamento e, com isso, obtenham melhores resultados financeiros para o seu negócio.

Por Felipe Monteiro de Siqueira, administrador de empresas e diretor da Monteiro de Siqueira Business Brokers, de Florianópolis.